A Otorrinolaringologia é a especialidade médica dedicada ao diagnóstico e tratamento das doenças que afetam o nariz, garganta, ouvidos e estruturas relacionadas. Com uma abordagem completa, busca restaurar funções essenciais como respirar, ouvir e falar — pilares da saúde e da qualidade de vida.
O trabalho do Dr. Alexandre César une precisão técnica, tecnologia e atenção individualizada, oferecendo soluções eficazes para condições como rinite, sinusite, ronco, perda auditiva e alterações da voz. O foco está em devolver conforto, bem-estar e equilíbrio funcional a cada paciente.
Melhora da respiração nasal e qualidade do sono em crianças e adultos.
Controle eficaz e seguro dos episódios de sangramento nasal.
Respiração livre e conforto ao respirar com correção do desvio de septo nasal.
Alívio da congestão e melhora da função nasal de forma duradoura.
Melhora da ventilação do ouvido médio e prevenção de infecções.
Tratamento definitivo das infecções crônicas e recuperação auditiva.
Restauração da membrana timpânica e melhora da audição.
A interferência causada pela língua presa pode comprometer as funções da língua, como mastigar, sugar, engolir e na articulação da fala.
A frenectomia é uma cirurgia executada para remover as inserções anormais do freio lingual e pode ser realizada por várias razões de ordem ortodôntica, periodontal, bem como funcional.
A cirurgia é realizada em nível ambulatorial, sem a necessidade de internação hospitalar, com anestesia tópica, normalmente, já nos primeiros dias de vida.
A Cirurgia de Redução de Fratura Nasal é indicada para reposicionar os ossos do nariz após traumas que causam desvio, deformidade ou obstrução respiratória.
O procedimento deve ser realizado, preferencialmente, até 10 dias após o trauma, quando os ossos ainda estão móveis e podem ser realinhados com precisão.
A cirurgia é rápida e segura, realizada sob anestesia local ou geral, e pode utilizar endoscopia nasal para melhor visualização das estruturas internas. Em alguns casos, é necessário o uso temporário de imobilização nasal (talas ou curativos) para manter o novo posicionamento.
O tratamento precoce é essencial para evitar sequelas estéticas e funcionais, garantindo melhor respiração e preservação da forma natural do nariz.
A Cirurgia de Controle da Epistaxe é indicada para casos de sangramentos nasais recorrentes ou intensos que não cessam com medidas simples. Em geral, esses episódios são causados por fragilidade dos vasos nasais, hipertensão, traumas ou alterações anatômicas.
O procedimento é realizado sob visão endoscópica, permitindo identificar e cauterizar com precisão o ponto de sangramento, seja por meio de técnicas químicas, elétricas ou de coagulação a laser. É rápido, seguro e minimamente invasivo, preservando as estruturas internas do nariz.
A cirurgia oferece alívio imediato e duradouro, reduzindo o risco de novos episódios e garantindo mais conforto e segurança respiratória ao paciente.
Os tubos de ventilação (carretéis) são pequenos tubos de silicone, posicionados na membrana timpânica, através do conduto auditivo (sem cortes na pele), sob visão microscópica ou endoscópica, com o intuito de melhorar a ventilação da orelha média.
Em adultos, o procedimento pode ser feito com anestesia local. Já nas crianças, é necessária sedação, mas, geralmente, este procedimento se encontra associado à cirurgia das amígdalas e/ou adenoide, que já são executadas com anestesia geral.
Os tubos de ventilação são expulsos, na grande maioria dos casos, espontaneamente pela membrana timpânica. Podem ser posicionados tubos de curta duração (expulsos em média após 6 meses), média (após 18 meses) ou definitivos.
As principais indicações são para otite média de efusão (secretora ou catarral) e nas otites de repetição, quanto há falha nos tratamentos clínicos, no intuito de restabelecer e preservar a audição.
A glândula parótida é a maior das glândulas salivares, localizada entre a orelha e a bochecha, com sua porção inferior na parte superior do pescoço. O nervo facial e seus ramos, em seu trajeto, passam pelo interior da glândula. Este nervo é responsável pela movimentação dos músculos da face e divide a parótida em lobo superficial e profundo.
A manipulação cirúrgica do nervo facial pode levar à alteração temporária ou permanente da musculatura responsável pela movimentação da face. A monitoração intra-operatória do nervo facial pode prevenir injúrias neurais, tornando o procedimento mais rápido e seguro.
Os nódulos são comuns nesta glândula e aproximadamente 75% são benignos. O sintoma mais frequente é a percepção de um nódulo na região parotídea. A investigação dos nódulos geralmente se inicia com Ultrassonografia cervical, seguida, com frequência, por punção guiada para a análise citológica (PAAF). O tumor benigno mais comum é o Adenoma Pleomórfico ou Tumor Misto Benigno.
O tratamento geralmente é feito pela ressecção cirúrgica parcial ou total da glândula. A cirurgia da parótida, chamada de Parotidectomia, é realizada com anestesia geral. A depender de cada caso, a cirurgia pode ser parcial (superficial ao nervo) ou total, tendo como principal objetivo a remoção da lesão com a conservação do nervo facial.
Na Punção Biópsia Aspirativa com Agulha Fina (PAAF), uma agulha fina é inserida dentro da glândula tireoidiana (ou outra lesão nodular ou tumoração cervical), sendo guiada pela ultrassonografia, aspirando ou succionando células e/ou líquido destas lesões.
A amostra obtida é então avaliada para excluir ou afirmar a presença de células cancerosas (exame citopatotológico). Apesar de ser um procedimento seguro e simples, pode ocorrer desconforto e dor discretos e, em alguns casos, pode ser utilizada anestesia local.
Atualmente a interpretação dos resultados da PAAF seguem a classificação de Bethesda, sendo:
O que o é VHIT?
O VHIT é um exame do labirinto tem revolucionado a Otoneurologia (ciência que estuda o sistema do equilíbrio) por ser o único a testar os seis canais semicirculares do labirinto de forma isolada e em uma frequência alta que é mais fisiológica
Com a vantagem de não causar desconfortos como vertigens e enjoos no momento do exame, pode ser realizado durante a crise de tontura e até mesmo em crianças.
O exame não necessita preparo(dietas) nem mesmo de suspender medicamentos.
Com o VHIT pode-se determinar tanto o lado do labirinto comprometido quanto o canal semicircular doente.
Como é realizado o exame?
O examinador faz impulsos rápidos e curtos na cabeça do paciente em várias direções afim de desencadear o reflexo vestíbulo ocular.
O paciente permanece sentado e olhando em um ponto enquanto o profissional promove os movimentos de cabeça.
Quando é indicado o VHIT?
Indicado para avaliar pessoas com queixas de tontura (estando na crise ou fora dela) e desequilíbrio.
É indicado também para monitorar a evolução do paciente durante ou após o tratamento.
Observações sobre o exame:
O VEMP é um exame extremamente eficaz para avaliar os órgãos otolíticos (sáculo e utrículo), alterações neste órgão podem gerar sensação de tontura, instabilidade e oscilação corporal. O VEMP complementa os demais exames otoneurológicos, é um exame objetivo, confiável, não invasivo, de fácil execução, rápido e sem desconforto para o paciente.
VEMP cervical: Avalia o sáculo e o ramo inferior do nervo vestibular.
VEMP ocular: Avalia o utrículo e o ramo superior do nervo vestibular.
O VEMP é muito útil no diagnóstico de patologias do labirinto tais como Doença de Menière, Neuronite vestibular e Síndrome da terceira janela (Deiscência do canal semicircular superior).
A perda auditiva em crianças é um problema silencioso, com repercussões graves no desenvolvimento da fala, cognitivo e educacional.
A triagem auditiva neonatal tem como objetivo detectar perda auditiva no recém-nascido permitindo o diagnóstico, manejo e reabilitação precoces – o que deve acontecer idealmente até os 6 meses de vida.
É de extrema importância que todas as crianças realizem a triagem auditiva ao nascimento uma vez que a prevalência da deficiência auditiva é relativamente alta, mesmo para bebês que não tem histórico de risco para perda auditiva.
A incidência da perda auditiva em recém-nascidos varia de 1 a 6 para cada 1000 recém-nascidos. Já para os neonatos que ficaram internados em UTI essa incidência sobe muito, variando de 10 a 40 para cada 1000.
A prevalência da perda auditiva é considerada elevada se comparada a outras doenças que costumam ser triadas no teste do pezinho, compare:
Crianças com Alto Risco de Perda Auditiva
São considerados bebês com indicadores de risco para deficiência auditiva aqueles que apresentarem os seguintes fatores em suas histórias clínicas:
É um exame realizado com equipamento imitanciometria com registro simultâneo dos movimentos oculares, solicitado com o intuito de verificar a presença de tontura ou nistagmo secundários a uma estimulação sonora muito intensa ou alteração abrupta de pressão de ar no meato acústico externo.
A principal indicação do exame é suspeita de desistência do canal superior (desgaste da camada óssea que recobre o canal semicircular superior) e fístula perilinfática (o vazamento de fluido do ouvido interno para o ouvido médio). Neste teste é possível identificar se há ou não lesão.
Os pacientes com estes transtornos também podem experimentar vertigem, enjoo e desequilíbrio principalmente quando submetidos à alterações na pressão no ouvido como assoar o nariz, levantar peso, subir a serra, andar de avião ou quando exposto a sons muito intensos.
Esse exame é rápido e indolor, mas pode causar breve vertigem e enjoo em caso de alteração.
É um exame que avalia o equilíbrio corporal.
O controle postural é obtido através da integração de informações vindas dos sistemas vestibular, proprioceptivo e visual. A posturografia analisa como cada um desses sistemas atuam na promoção da estabilização da postura ereta do indivíduo.
Além disso, a posturografia fornece dados essenciais para direcionar estratégias terapêuticas do controle postural durante as terapias de reabilitação vestibular.
Quando esse exame é indicado?
É indicados para pessoas com queixa de:
*Além disso, é um exame que também pode ser solicitado no intuito de prevenir quedas, principalmente na população idosa – o exame mensura se o equilíbrio está adequado ou se há falhas que predispõe a quedas.
O paciente fica em pé em cima de uma plataforma de força que detecta oscilações posturais. Então, inicia-se uma sequência de sete provas que submetem a pessoa a condições sensoriais diversas, assim, são extraídas informações sobre a influência dos sistemas visual, somatossensorial e vestibular na manutenção da postura ereta em situações com redução de entradas sensoriais.
OBS:
* Exame com duração de aproximadamente meia hora
* A plataforma do exame suporta indivíduos com até 120 KG.
O P300 é um exame auditivo eletrofisiológico de Longa Latência, é considerado um potencial cognitivo. Indicado para analisar funções de memória, cognição e atenção auditiva necessárias ao processamento auditivo central. Esse exame auxilia no diagnóstico precoce de disfunção cognitiva, transtornos psiquiátricos, demência e alterações do processamento auditivo central. É usado também para monitorar o efeito do tratamento.
O P300 é um exame que não tem contra indicação, indolor e não provoca desconforto. É necessário que o paciente esteja descansado e acordado durante o teste.
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), também conhecida como a doença dos cristais, é um dos distúrbios mais comuns do labirinto. A principal característica da VPPB são episódios rápidos e intensos de vertigem rotatória em resposta a mudanças de posição da cabeça.
A vertigem costuma ser mais acentuada no movimento de deitar, virar na cama, levantar-se, olhar para cima ou abaixar a cabeça. As pessoas também podem sentir náuseas, vômitos e os olhos podem se mover anormalmente (nistagmos) durante a crise de tontura.
A VPPB é causada pelo deslocamento de Otocônias (cristais de carbonato de cálcio) dos órgãos otolitos (sáculo e/ou utrículo) para os canais semicirculares do labirinto.
A manobra de reposicionamento visa devolver os cristais deslocados para o seu local de origem. A manobra é o principal tratamento da VPPB. Existem diversas manobras e a escolha de qual será utilizada é baseada no canal em que as otocônias se encontram e se elas estão livres nos ductos ou aderidas à cúpula.
Em alguns casos a cura pode acontecer logo na primeira manobra já outros, necessitam de algumas sessões para recuperação completa.
Também conhecida como Imitanciometria, é o exame que avalia o funcionamento da orelha média, muito comumente solicitado junto com exame de audiometria pois se complementam.
Na Imitanciometria verifica-se a integridade da membrana timpânica, a pressão da orelha média, a movimentação da cadeia ossicular (martelo, bigorna e estribo), a permeabilidade da tuba auditiva e o reflexo acústico.
É um exame rápido, indolor e que não exige resposta do paciente, por isso, é mais prático de ser realizado em crianças pequenas inclusive bebês. Com frequência é solicitado para crianças de 3 a 5 anos, já que elas costumam apresentar problemas no ouvido médio com mais frequência do que em qualquer outra faixa etária.
Exame que analisa detalhadamente a estrutura anatômica da laringe com ênfase na vibração das pregas vocais, nos casos de disfonia (rouquidão), haja vista que lesões menores, muitas vezes, passam despercebidas na nasofibroscopia e na laringoscopia indireta.
A videolaringoestroboscopia é realizada por um telescópio rígido ou por nasofibroscópio flexível, com sistema de iluminação que gera uma luz estroboscópica, que permite avaliar com muito mais detalhes o movimento das cordas vocais, tornando assim o diagnóstico de lesões muito mais apurado. As informações obtidas permitem diagnosticar as doenças laríngeas com maior precisão, possibilitando um tratamento mais específico.
Esse exame é realizado para avaliação da disfagia (dificuldade para engolir), com a utilização de alimentos em diferentes consistências (sólido, pastoso e líquido), onde se observa o trânsito dos alimentos da boca para faringe e se há aspiração do bolo alimentar para o trato respiratório (laringe e traqueia).
Para realizá-lo, é introduzido um endoscópio fino e flexível, em uma das narinas, para avaliação da garganta durante a alimentação. Importante ressaltar que a presença de traqueostomia não impede o procedimento.
Este exame faz parte da rotina otoneurológica e visa avaliar de forma minuciosa a função do labirinto de forma indireta – através da observação de movimentos oculares.
Realizado principalmente por fonoaudiólogos, o exame possui etapas de: avaliação do equilíbrio estático e dinâmico, manobras diagnósticas das VPPBs, avaliação do RVO em diversas frequências além da avaliação da oculomotricidade.
O exame é indicado principalmente para pessoas com queixa de tonturas, desequilíbrio, sensação de cabeça oca ou pesada, desvio na marcha, cinetose, quedas e enjoos sem causas aparente.
O exame ajuda a confirmar ou não a afecção do labirinto além de evidenciar o lado e tipo de lesão, assim como diferenciar as alterações periféricas (do labirinto) das centrais (cerebrais), ajudando a estabelecer um prognóstico e também a monitorar a evolução do paciente.
O exame tem duração de aproximadamente uma hora e pode causar tontura e enjoo em algumas pessoas.
* Recomenda-se conversar com o seu médico sobre a possibilidade de suspender medicamentos para tontura e para enjoo 48 horas antes do exame. Solicita-se também fazer refeições leves 3 horas antes do exame para evitar enjoo. Vale lembrar que durante o exame não serão administrados nenhum tipo de medicação.
O Teste de Latências Múltiplas do Sono é um exame realizado durante o dia, podendo ser feito após uma polissonografia de noite inteira, caso tenha sido solicitada. Ele é realizado para avaliar objetivamente a sonolência, sendo considerado essencial para o diagnóstico do distúrbio do sono chamado Narcolepsia e na investigação de sonolência excessiva diurna por outras causas.
Consiste em cinco registros polissonográficos, com o paciente deitado em sala escura e silenciosa. Cada registro tem duração de 20 minutos, em que o paciente terá oportunidade de dormir, e intervalos de 2 horas, nos quais não poderá dormir. Os sensores devem permanecer conectados durante todo o período do exame, que ocorre das 8h às 17h.
Procedimento cirúrgico que visa reparar uma perfuração da membrana timpânica através de enxerto obtido do próprio paciente (fáscia do músculo temporal ou pericôndrio de cartilagem da própria orelha). Caso exista interrupção da cadeia ossicular associada à perfuração timpânica, faz-se a correção dela na mesma cirurgia e, em alguns casos, em um segundo momento.
A timpanoplastia é indicada nos casos de otite média crônica simples, ou seja, condição em que a perfuração timpânica é permanente, normalmente associada a algum grau de perda auditiva, havendo otorreia de repetição (saída de pus pelo ouvido) geralmente em episódios de infecção de vias aéreas superiores (resfriado, gripe, etc.) ou entrada de água no ouvido.
Os traumas nessa região também podem levar a uma perfuração timpânica permanente (acidentes com uso de haste com algodão na tentativa inadequada de higienizar o conduto auditivo, barotrauma (mergulho), trauma acústico por explosão etc.).
A cirurgia é geralmente realizada sob anestesia geral. O acesso cirúrgico pode ser retroauricular (por trás da orelha) ou pelo canal do ouvido, sempre com uso de microscópio e/ou endoscópico (com auxílio de vídeo), a depender de cada caso. O enxerto é obtido através deste mesmo acesso cirúrgico, funcionando como uma ponte para que a membrana timpânica possa “crescer” novamente e assim fechar a perfuração.
A alta hospitalar ocorre no dia seguinte.
Mastóide é um dos ossos do crânio que participa da ventilação do ouvido. Nele se encontra situado a orelha média (local onde encontramos os ossículos do ouvido). As infecções crônicas do ouvido cursam também com a infecção deste osso e várias podem ser as complicações, como paralisia facial e meningite.
O principal intuito da cirurgia de mastoide é acabar com a infecção crônica, devido às graves complicações que podem ocorrer e, em segundo plano, restabelecer a audição.
Geralmente, esta cirurgia é indicada em três situações, sendo a primeira em casos de infecção (inflamação) crônica e persistente do ouvido (“ouvido purgando”), que só diminui com uso de antibiótico, retornando o problema logo após terminada a medicação.
A segunda é no colesteatoma (neoplasia epitelial benigna de característica destrutiva, ou seja, lesão cujo comportamento parece com o de um tumor). Ela ocorre, quase sempre, com perfuração da membrana timpânica e traz problemas para os ossículos do ouvido, causando perda auditiva e a otorréia (“ouvido purgando”) é praticamente constante.
Já a terceira é quando ocorrem complicações de otite média secretora, nos casos onde há perda auditiva, geralmente quando não houve melhora com uso de tubos de ventilação (carretéis).
A timpanomastoidectomia (ou mastoidectomia) é realizada com anestesia geral. O acesso cirúrgico é retroauricular (por trás da orelha) e o osso da mastóide é operado no intuito de remover toda a área acometida pela infecção, para que o ouvido possa ser mais bem ventilado. As reconstruções do tímpano (timpanoplastia) e da cadeia ossicular também podem ser necessárias.
A alta hospitalar se dá no dia seguinte.
Esta cirurgia é indicada nos casos de otosclerose, também conhecida como otospongiose, doença hereditária com predisposição familiar em 50 a 70% dos casos, caracterizada por perda auditiva progressiva. Ela se manifesta, frequentemente, entre os 17 e 30 anos, sendo mais comum em mulheres. Em 65% dos casos, acomete apenas um lado.
Nesta doença ocorre a fixação do estribo (um dos ossículos do ouvido) por uma calcificação inadequada em sua base, o que diminui sua vibração com consequente diminuição da condução do som, resultando em surdez.
A cirurgia visa substituir o estribo por uma prótese para restabelecer a vibração da cadeia de ossos do ouvido, melhorando assim a audição. Realizada com anestesia geral ou local sob sedação, o acesso cirúrgico é feito pelo canal do ouvido, mas, dependendo do caso, pode ser retroauricular (por trás da orelha).
A alta hospitalar ocorre no dia seguinte.
O teste de fístula é realizado para confirmar a suspeita de fístula perilinfática, problema que pode ocorrer devido a barotrauma (por exemplo, mergulho).
Essa doença é o vazamento do líquido que preenche o labirinto. O teste de fístula é realizado através de um estímulo pressórico nos ouvidos, com análise simultânea de registros de videonistagmografia.
Consiste em método diagnóstico, seguro e indolor, para auxiliar no diagnóstico da rinite alérgica e asma brônquica, ao identificar quais são as substâncias (alérgenos) que provocam a alergia.
Na maioria das vezes, é realizado no antebraço, após higiene local com algodão e álcool. O resultado é obtido entre 15 e 20 minutos e a reação positiva consiste na formação de uma pápula vermelha, semelhante a uma picada de mosquito. Esta reação indica presença de IGE específica ao reagente testado. Pode ocorrer desconforto por prurido (coceira) localizado na área do teste, no caso de reação positiva.
A seleção do aparelho é realizada pelo fonoaudiólogo especializado, é um atendimento individualizado onde o paciente com indicação médica de uso de aparelho auditivo participará ativamente na escolha do melhor aparelho auditivo para o seu caso.
Nesse momento, o profissional conhecerá melhor a rotina e as queixas auditivas do paciente, aliando essas informações com os dados do exame de audiometria: tipo e grau da perda auditiva, além das condições anatômicas da orelha, selecionaremos as melhores opções de modelos (intraural ou retroauricular) e tecnologias para o caso.
Após escolher o aparelho mais adequado, segue-se para um teste domiciliar gratuito de 7 dias onde o usuário avaliará a performance do aparelho em seu dia a dia. Essa experiência permite o indivíduo avaliar os benefícios do aparelho na sua rotina antes adquiri-lo.
Vale lembrar que a adaptação do aparelho auditivo é um processo contínuo e retornos para ajustes serão agendados conforme a necessidade de cada caso.
A Reabilitação Vestibular é um tratamento realizado de forma individual e personalizado, exercícios específicos vão estimular o labirinto e o sistema de controle postural visando restabelecer o equilíbrio e sanar os sintomas de tontura. O objetivo do tratamento é devolver qualidade de vida e confiança para o indivíduo retomar suas atividades de vida diária.
A Reabilitação Vestibular é indicada para pacientes com queixa de tontura, desequilíbrio ou histórico de quedas fazendo parte do tratamento das mais diversas labirintopatias. Os exercícios podem ser indicados de forma combinada aos medicamentos ou até mesmo de forma isolada – à critério médico.
O fonoaudiólogo direcionará os exercícios mais eficazes para cada caso e o paciente será orientado a repeti-los em casa. A quantidade de sessões e o intervalo entre elas serão definidas de forma particular a depender da evolução do paciente.
O Processamento Auditivo Central (PAC) é a capacidade que o Cérebro tem para analisar os som que ouvimos. Ele está relacionado com habilidades auditivas como localização sonora, focar a atenção em um som e ignorar outros, discriminar os som, memorizar sons sequenciais e etc. Algumas pessoas têm dificuldade em realizar essas atividades, isso pode ser um Distúrbio de Processamento Auditivo Central (DPAC).
Para quem é indicado o exame de PAC?
Para pessoas com queixa de:
Como é realizado o exame?
O exame é realizado em cabine acústica e com fones de ouvido, são apresentados estímulos sonoros diversos: distorcidos, com ruído de fundo, sons diferentes apresentados bilateralmente de forma simultânea, sequência de sons que testam a memorização, dentre outros.
O paciente é instruído a dar respostas, geralmente orais do tipo: repetir o que entendeu, ignorar um som e repetir apenas o solicitado, repetir uma sequência de sons, separar o que ouviu em cada orelha e etc.
Observações para o exame:
É exame eletrofisiológico que avalia a integridade das vias auditivas desde a orelha até o tronco encefálico alto e possibilita a obtenção do limiar auditivo eletrofisiológico.
É um teste objetivo (não depende da resposta do paciente), não invasivo e indolor. Pode ser realizado desde os neonatos até os adultos com propósitos diferentes. As crianças precisam estar dormindo pois precisam ficar imóveis. O tempo é variável – a depender do objetivo do exame, podendo levar de 30 a 90 minutos.
É um exame que pode ser realizado por via aérea (com fones), via óssea (com vibrador na mastóde) e por frequência específica ( 500 Hz, 1000 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz).
Este exame é frequentemente realizado em bebês em risco para desenvolver perda auditiva, mesmo nos que tenham passado no teste da orelhinha e também nos bebês que tenham falhado nesse teste. Em adultos é indicado para investigar causa de zumbido, no diagnóstico de tumores de nervo auditivo, neuropatias auditivas e na confirmação de perdas auditivas quando a audiometria tonal é inconsistente.
A Polissonografia para titulação de CPAP é realizada para se obter a melhor pressão de tratamento com equipamento CPAP (Pressão Aérea Positiva Contínua). Após o exame de Polissonografia basal de noite inteira e, confirmado o diagnóstico de Apneia do Sono, seu médico pode optar pelo tratamento com aparelho de pressão positiva e solicitar que você faça um novo exame de polissonografia para determinar qual pressão será necessária para abolir os eventos de apneia, hipopneia, roncos e despertares durante o sono.
Aqui todo paciente antes da realização do exame, selecionará a melhor máscara para realização do procedimento. Além disso, você passará por um período de adaptação, habituando-se à máscara selecionada, no qual será permitido sentir como será o uso do equipamento, antes mesmo de iniciar o sono.
Domiciliar basal
O exame funciona da seguinte forma: durante uma avaliação na Center Clínica com o técnico de polissonografia, o paciente fará a escolha da máscara facial que melhor lhe adapta a face. O paciente faz o exame em casa com uso do CPAP por dois dias consecutivos e retorna à clínica para definição do tratamento.
Atualmente o exame para avaliar a qualidade do sono é feito de modo domiciliar, propiciando, assim, um sono mais próximo ao real.
A polissonografia é o exame realizado para avaliar o padrão de sono, investigando, assim, seus distúrbios. Feito com aparelhos digitais que permitem uma precisa aquisição de dados e análises, avaliando o sono espontâneo do indivíduo durante uma noite inteira. Nele, é possível analisar o padrão vigília/sono por meio de sensores posicionados pela superfície do corpo (não é um procedimento invasivo).
Consiste no registro simultâneo de variáveis, como a atividade elétrica cerebral (eletroencefalograma), movimento dos olhos (eletro-oculograma), atividade dos músculos (eletromiograma), frequência cardíaca, fluxo e esforço respiratório, oxigenação do sangue (oximetria), presença de ronco e a posição do corpo durante os eventos.
O objetivo é fazer um registro do sono habitual, isto é, um sono espontâneo e não induzido por medicamentos (exceto se solicitado pelo médico o uso de medicação).
O exame de polissonografia também pode ser realizado no conforto da sua própria casa. Disponibilizamos o exame tipo 3, o qual analisa os mesmos parâmetros observados no exame obtido em clínicas do sono.
Polissonografia Domiciliar
O paciente comparece à Center Clínica para o preparo do exame (colocação dos sensores) e retorna à sua casa para a realização do exame. Na manhã seguinte dirige-se à Center Clínica para retirada do aparelho.
Exame realizado através de uma fibra óptica flexível ou rígida, tem por objetivo auxiliar na avaliação da anatomia interna do nariz, descobrir ou confirmar doenças e problemas que acometem essa região, pois permite uma visualização completa dessas estruturas.
Destinado a diagnosticar alterações na cavidade nasal, como desvios do septo nasal, hipertrofia de cornetos inferiores, hipertrofia de adenoide, sinusite, tumores, etc. Por também percorrer a rinofaringe, orofaringe, hipofaringe e laringe, o exame auxilia no correto diagnóstico e tratamento de uma infinidade de doenças das vias aéreas superiores.
Realizado com anestesia tópica, este exame permite uma detalhada avaliação da estrutura anatômica da hipofaringe (parte inferior da garganta), laringe e, em particular, das pregas vocais com imagem ampliada.
Ele auxilia no diagnóstico de lesões orgânicas e/ou funcionais da orofaringe, hipofaringe, laringe e, em especial, das cordas vocais. Além disso, ele pode permitir que seja realizado o controle da evolução de algumas patologias e cirurgias.
O exame de Emissões Otoacústicas (EOA), popularmente conhecido como teste da orelhinha é um exame de triagem auditiva que detecta precocemente perdas auditivas congênitas. A presença de emissões otoacústicas sugere um bom funcionamento da cóclea, já sua ausência deve ser investigada pois pode ser sugestiva de perda auditiva.
A EOA deve ser realizado em todos os bebês nos primeiros dias de vida ou até o terceiro mês. Mesmo os bebês que não têm histórico que predispõe a perda auditiva devem realizar esse exame.
É um exame rápido, indolor e seguro, o bebê precisa estar quieto, preferencialmente dormindo.
O diagnóstico precoce da perda auditiva é fundamental para um tratamento eficaz. A qualidade de vida da criança que nasceu com deficiência auditiva será fortemente impactada pelo tratamento precoce, já que os primeiros anos de vida são determinantes para o desenvolvimento da fala.
A eletrococleografia também conhecida como Ecogh é um exame eletrofisiológico que mede os potenciais elétricos do ouvido interno em resposta à estimulação sonora. Durante o exame uma pequena sonda é introduzida no canal auditivo externo juntamente com um fone que gera sons para estimular a orelha interna, o que nos permite verificar a função coclear e a pressão do fluido na cóclea e labirinto.
A Ecogh ajuda a diagnosticar as diferentes causas de tonturas, pressão nos ouvidos, zumbido e sensação de mareio.
Geralmente é realizado em adultos e sua indicação principal é o diagnóstico e monitoramento da Doença de Menière.
Ao longo do exame pessoa deve permanecer imóvel e relaxada. O tempo de execução é de aproximadamente 30 minutos.
O teste de espirometria é um exame de diagnóstico que permite medir os volumes respiratórios, isto é, a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões, sendo muito útil para avaliar o funcionamento dos mesmos. É indicado para auxílio diagnóstico nas doenças respiratórias como asma, Doença Pulmonar Obstrutiva crônica (DPOC, enfisema), na investigação da dispneia (falta de ar) e outras doenças que possam afetar os pulmões, bem como na avaliação da resposta ao tratamento instituído.
A Espirometria é realizada em dois tempos, antes e após uso de medicação, ou seja, prova broncodilatadora, que determinará a resposta obtida pelo paciente com medicação inalatória.
É o procedimento de retirada da impressão do conduto auditivo externo para confecção de molde/protetor auricular. Moldados diretamente no canal auditivo, esses protetores costumam ser ainda mais eficazes e duráveis, além de proporcionar maior conforto por serem personalizados.
Os protetores auriculares são moldes de silicone indicados como tampão para proteger os ouvidos da água devido à presença de infecção, processo cirúrgico ou na prevenção de otites nos praticantes de esportes aquáticos e de perda induzida pelo ruído em trabalhadores expostos a sons intensos.
A audiometria é um exame auditivo, subjetivo, usado para determinar a os limiares auditivos (o menor volume do som que podemos detectar).
Na audiometria avalia-se a integridade do sistema auditivo além de identificar se há perda auditiva e determinar o tipo, grau e configuração dessa perda em cada orelha separadamente. A avaliação audiológica básica é composta por audiometria tonal liminar e logoaudiometria.
O exame é rápido e indolor, realizado por fonoaudiólogo em cabine acústica.
O exame de audiometria é indicado para pessoas que tem queixa de diminuição de audição, dificuldade em entender o que foi dito e zumbido, além de ser o exame de rotina para cuidados e prevenção em saúde auditiva.
É um exame realizado para avaliar a audição em criança a partir dos 3 anos (a depender da colaboração da criança), realizado de forma lúdica afim de garantir a atenção da criança.
Os pais poderão acompanhar os exames, ao lado da criança, dentro da cabine acústica.
Por vezes é necessário realizar o exame em etapas caso o tempo de atenção da criança seja muito curto.
É um exame de rotina realizado para avaliar a audição de adolescentes, adultos e idosos.
A audiometria ocupacional destina-se a pacientes que trabalham em locais onde existem elevados riscos à saúde auditiva. É uma das avaliações que faz parte do exame admissional, periódico e demissional, solicitado pelo médico do trabalho para cuidar da saúde auditiva dos trabalhadores sob risco de perda auditiva por ruído ocupacional. Necessita repouso auditivo de 14 horas antes da realização do exame.