ROUQUIDÃO E LESÕES DAS CORDAS VOCAIS

Rouquidão que dura mais de 15 dias merece um exame da laringe

A rouquidão (disfonia) é a dificuldade para produzir a voz: voz rouca, fraca, soprosa, que falha ou cansa ao falar. Na maioria das vezes vem de uma inflamação passageira, como gripe ou resfriado, ou do uso excessivo da voz. Quando passa de 15 dias, a causa precisa ser investigada.

O Dr. Alexandre César, otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço em Barra do Garças/MT, avalia a laringe com videolaringoscopia e indica o tratamento de cada lesão, da fonoterapia à microcirurgia da laringe.

Dr. Alexandre César | Cirurgia da Voz em Barra do Garças - MT

Mais informações sobre a rouquidão e as lesões vocais

O QUE CAUSA A ROUQUIDÃO

As causas se dividem em dois grupos. No primeiro está o uso inadequado ou excessivo da voz, que pode alterar a voz sem lesão visível (disfonia funcional) ou criar lesões nas pregas vocais. No segundo estão as doenças da laringe sem relação com o uso da voz, como inflamações, refluxo, lesões pré-malignas, tumores e paralisias.

Nódulos vocais: conhecidos como "calos", aparecem nas duas pregas vocais, de forma simétrica, pelo uso intenso ou incorreto da voz. São mais comuns em professores, cantores e outros profissionais da voz, em mulheres jovens e em meninos. São lesões benignas que costumam responder à fonoterapia; a cirurgia fica para casos específicos.

Pólipo de prega vocal: lesão benigna, em geral de um lado só, na borda da prega vocal, ligada ao trauma vocal, ao cigarro e ao refluxo. Deixa a voz rouca, grave e soprosa. O tratamento costuma ser cirúrgico, com fonoterapia.

Cisto de prega vocal: pequena lesão arredondada dentro da prega vocal, de origem congênita ou causada por abuso vocal. Pode deixar a voz rouca e com a sensação de dois sons ao mesmo tempo. O tratamento costuma ser cirúrgico, com fonoterapia antes ou depois, conforme o caso.

Edema de Reinke: inchaço crônico das pregas vocais, quase sempre ligado ao cigarro e mais comum em mulheres fumantes de meia-idade. A voz fica rouca e grave. Nos casos leves, o tratamento é afastar os fatores irritativos; nos moderados e graves, cirúrgico.

Sulco vocal: uma fenda ao longo da prega vocal, em geral presente desde a infância, que deixa a voz áspera e soprosa. O diagnóstico é feito pela videolaringoestroboscopia e, na maior parte dos casos, o tratamento é microcirúrgico.

Granuloma vocal: lesão benigna na parte de trás da prega vocal, que surge depois de intubação ou de tensão excessiva ao falar, com cigarro, álcool e refluxo como fatores associados. O tratamento começa afastando esses fatores e tratando o refluxo; lesões que voltam podem precisar de cirurgia.

Leucoplasia: placa branca na mucosa da prega vocal, considerada lesão pré-maligna. O principal fator de risco é o cigarro, e o álcool aumenta esse risco. Toda leucoplasia deve ser investigada para afastar um câncer inicial, e o acompanhamento continua ao longo da vida.

Câncer de laringe: é um dos tumores mais frequentes da cabeça e pescoço, mais comum em homens e em quem fuma, principalmente quando associa cigarro e álcool. Rouquidão que piora com o tempo, dor ao engolir e sensação de corpo estranho na garganta pedem avaliação sem demora. O tratamento do câncer da laringe faz parte da cirurgia de cabeça e pescoço.

Paralisia de prega vocal: quando uma prega vocal não se move, a voz fica fraca e soprosa e pode haver engasgo com líquidos. Pode surgir depois de cirurgia de tireoide, do pescoço, do tórax ou da coluna, ou por lesão de nervo. Quando uma prega não fecha, uma das opções é a Tireoplastia Tipo 1.

Presbifonia: mudança da voz pelo envelhecimento, com perda de massa das pregas vocais e voz mais fraca, soprosa e às vezes trêmula. Em geral a fonoterapia é suficiente; em alguns casos, procedimentos de medialização ajudam no fechamento da laringe.

Laringite: inflamação da laringe por infecção, uso excessivo da voz, alergia, irritantes químicos ou refluxo. A forma aguda costuma acompanhar gripes e resfriados e melhora em poucos dias.

Refluxo faringolaríngeo: o conteúdo do estômago chega à garganta e irrita a laringe, mesmo sem azia. Rouquidão, pigarro, tosse seca e sensação de bolo na garganta são queixas comuns. A videolaringoscopia mostra sinais que sugerem o refluxo.

Disfonia funcional: alteração da voz sem lesão na laringe, por uso inadequado da musculatura ou falta de coordenação entre a fala e a respiração, às vezes ligada ao estresse. O tratamento de escolha é a fonoterapia.

Fontes: Stachler RJ et al. Clinical Practice Guideline: Hoarseness (Dysphonia), update. Otolaryngology Head and Neck Surgery, 2018. Instituto Nacional de Câncer (INCA), Câncer de laringe.

Conteúdo médico de responsabilidade do Dr. Alexandre César Martins Fonseca, CRM-MT 5325, otorrinolaringologista (RQE 063363) e cirurgião de cabeça e pescoço (RQE 096029).

QUANDO PROCURAR O OTORRINO

Procure uma avaliação com otorrinolaringologista quando a voz não voltar ao normal em 15 dias ou quando aparecer algum destes sinais:

  • Rouquidão que dura mais de 15 dias ou que vai piorando;

  • Pigarro constante, tosse seca ou sensação de bolo na garganta;

  • Voz fraca, que falha ou cansa ao longo do dia;

  • Dor ou dificuldade para engolir, ou engasgo com líquidos;

  • Falta de ar ou ruído ao respirar;

  • Uso profissional da voz (professores, cantores, locutores, atendimento) com queixa que volta.

Como é o cuidado

A avaliação e o tratamento seguem estes passos:

Exame da laringe por vídeo no consultório;
Diagnóstico da lesão com imagem ampliada das pregas vocais;
Fonoterapia como primeiro passo em muitas lesões;
Microcirurgia da laringe quando a lesão pede cirurgia;
Acompanhamento com a fonoaudiologia antes e depois.

Perguntas Frequentes

Ficou com alguma dúvida?

Confira as respostas das perguntas frequentes sobre rouquidão e lesões das cordas vocais
Rouquidão por quanto tempo é normal?

Rouquidão de gripe, de resfriado ou de um dia de muito uso da voz costuma melhorar em poucos dias. Se passar de 15 dias, a orientação é examinar a laringe para descobrir a causa.

Na maioria dos casos, não. Os nódulos costumam responder à fonoterapia e aos cuidados com a voz. A cirurgia é considerada em casos específicos, depois da avaliação.

O nódulo aparece nas duas pregas vocais, de forma simétrica, e costuma melhorar com fonoterapia. O pólipo em geral é de um lado só, na borda da prega. O cisto fica dentro da prega vocal. Pólipo e cisto costumam precisar de cirurgia; quem define é o exame.

Pela videolaringoscopia, exame feito no consultório com anestesia tópica, que mostra a laringe e as pregas vocais com imagem ampliada. Em alguns casos, a videolaringoestroboscopia avalia também a vibração das pregas vocais.

É feita por dentro da boca, com microscópio e instrumentos delicados, sem corte na pele, para retirar a lesão preservando ao máximo a vibração das pregas vocais. O repouso vocal e a fonoterapia depois da cirurgia são orientados caso a caso. Veja também a cirurgia da voz.

Na maioria das vezes, não. Mas a rouquidão que não passa, principalmente em quem fuma, pode ser o primeiro sinal de uma lesão pré-maligna ou de um tumor da laringe. Por isso a investigação depois de 15 dias.

Atendimento

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Localizada em Barra do Garças/MT, a estrutura clínica do Dr. Alexandre César foi projetada para proporcionar conforto, precisão nos diagnósticos e segurança em cada etapa do cuidado.
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