Cirurgia das Amígdalas - Dr. Alexandre César

Cirurgia das Amígdalas

O que são as Amígdalas (Tonsilas Palatinas)?

As amígdalas ou tonsilas palatinas (e as vegetações adenoides) são órgãos imunologicamente ativos que reforçam a imunidade de todo o trato aero-digestivo superior, podendo sua função estar comprometida principalmente por hipertrofia (aumento) ou infecções repetidas.

 

Indicações Cirúrgicas

  1. Quando o aumento do tamanho das amídalas e adenoide com obstrução da via respiratório e/ou digestiva provocando:
    • respiração com a boca aberta (respiração bucal), roncos, apneia do sono, e sono inquieto.
    • engasgos frequentes, preferência por alimento líquidos ou pastosos, ocasionando baixo peso.
  2. Quando há infecções recorrentes das amígdalas (amigdalites)
    • 3 ou mais episódios em 3 anos consecutivos;
    • 5 ou mais episódios em 2 anos consecutivos;
    • 7 ou mais episódios em 1 ano.
  3. Quando a amigdalite é causa de convulsão febril ou na suspeita de adenoamigdalite como foco de infecção à distância.
  4. Quanto o mau hálito é causado pelo acúmulo de resíduos de alimentos (caseos) nas criptas (“buracos”) amigdalianas.
  5. Nas deformidades orofaciais, que existam ou que tendam a ocorrer, pensando assim na sua prevenção.
  6. Quando o aumento do tamanho da amigdala e adenoide provoca otites de repetição ou o acúmulo de secreção (catarro) no ouvido (otite média secretora) com diminuição da audição, por exemplo, a criança aumenta o volume da televisão.

A amigdalectomia é feita sob anestesia geral e demora por volta de 30 minutos, sendo feita através da boca sem incisões sobre a pele. As crianças maiores de 2 anos recebem alta no mesmo dia, ao final da tarde.

 

Quais são as complicações possíveis?

  • Febre e dor – Febre e dores de garganta ou dor no ouvido ocorrem normalmente e não devem ser causa de inquietação, pois geralmente cedem entre 3 e 10 dias.
  • Mau-hálito – É comum ocorrer, e cede entre 7 e 14 dias.
  • Vômitos – Podem ocorrer algumas vezes, no dia da cirurgia, constituídos de sangue, mas sem significado de gravidade.
  • Hemorragia – Representa o maior risco desta cirurgia, podendo ocorrer até 10 dias após a mesma, sendo mais frequente em pequeno volume e, mais raramente, em maior volume, podendo levar até a necessidade de nova cirurgia com anestesia geral e transfusão sanguínea.
  • Infecção – Pode ocorrer na região operada, causada por germes normais da faringe e, geralmente, regride sem antibióticos.
  • Voz anasalada (fanhosa) e refluxo de líquidos – Podem ocorrer nos primeiros dias desaparecendo sozinhos.

Dr. Alexandre César

- Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG em 1996.

- Especialista em Cirurgia de Cabeça a Pescoço pelo Instituto do Câncer de Minas Gerais (Hospitais Mário Penna e Luxemburgo).

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