Cirurgias das Cordas Vocais - Dr. Alexandre César

Cirurgias das Cordas Vocais

As Cordas ou Pregas Vocais ficam localizadas na laringe (região do pomo de Adão) e são formadas por um par de músculos, chamados tireo-artenóideos. Estes são recobertos por uma camada de mucosa, capaz de vibrar e produzir o som.

Além das Pregas Vocais, há o complexo arranjo de músculos controlados pelos nervos laríngeos recorrentes e nervos superiores. As lesões benignas das pregas vocais podem ser fonotraumáticas, resultado de uso abusivo da voz. As pregas vocais podem apresentar espessamento, nódulos, pólipos e edemas localizados ou difusos (Edemas de Reinke).

As alterações estruturais mínimas de cobertura representam outro conjunto de lesões, formado por sulcos, cistos, pontes mucosas, microdiafragmas e vasculodisgenesias. Essas alterações podem ser de difícil definição e diagnóstico, mesmo com equipamentos endoscópicos modernos, em alguns casos o diagnóstico só é feito sob exploração cirúrgica.

 

Como é realizada a cirurgia?

A cirurgia é feita sob anestesia geral. A cirurgia é feita por via transoral, ou seja, introduz-se um tubo no interior da boca do paciente, até que este alcance a laringe, então a cirurgia é realizada com o auxílio de um microscópico cirúrgico. O paciente recebe alta no mesmo dia da cirurgia.

 

Quais são as possíveis complicações?

Alterações de Voz – A maioria destas cirurgias determina, após alguns dias, uma melhora da qualidade da voz. Nos casos de tumores benignos e malignos pode-se observar uma piora da voz, dependendo do tamanho e do local da lesão.

Vômitos – Podem ocorrer algumas vezes, no dia da cirurgia, constituídos de sangue.

Hemorragia – É rara, podendo ocorrer nas primeiras horas após a cirurgia, e nos casos de maior volume, indica-se nova cirurgia sob anestesia geral. A morte por hemorragia é uma complicação extremamente rara.

Dificuldade para Respirar – Pode ocorrer no pós-operatório imediato, em decorrência do inchaço das cordas vocais, da laringe como um todo. Em casos mais graves ou associados a hemorragia, pode exigir a realização da traqueotomia (pequena cirurgia que abre a traquéia para facilitar a respiração).

Dor – Pode ocorrer, por vezes na faringe e refletindo na área do ouvido. Pode ser forte, mas pode ser medicada com analgésicos para seu controle.

Traumatismo Dentário – Nos casos em que exista uma fragilidade maior dos dentes, como próteses, pinos, fraturas anteriores, etc., poderá ocorrer amolecimento, fratura ou perda total de um ou mais dentes devido ao processo de intubação para permitir visualização pelo microscópio e passagem das pinças.

 

Cuidados Pós-operatórios

O cuidado essencial é o repouso vocal, ou seja, não falar por 5 a 7 dias, a depender de cada caso, não sendo necessário nenhum outro cuidado especial.

Dr. Alexandre César

- Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG em 1996.

- Especialista em Cirurgia de Cabeça a Pescoço pelo Instituto do Câncer de Minas Gerais (Hospitais Mário Penna e Luxemburgo).

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