Colocação de Tubo de Ventilação (Carretel) - Dr. Alexandre César

Colocação de Tubo de Ventilação (Carretel)

Indicações para Tubo de Ventilação

Os tubos de ventilação (carretéis) são pequenos tubos de silicone, os quais são posicionados na membrana timpânica, através do conduto auditivo (sem cortes na pele), sob visão microscópica, com o intuito de melhorar a ventilação da orelha média.

Em adultos o procedimento pode ser feito sob anestesia local, já nas crianças é necessária sedação, mas geralmente este procedimento se encontra associado a cirurgia das amígdalas e/ou adenoide, que já são executadas sob anestesia geral.

Os tubos de ventilação são expulsos, na grande maioria dos casos, espontaneamente pela membrana timpânica.

Podem ser posicionados tubos de curta duração (expulsos em média após 6 meses), média (após 18 meses) ou definitivos.

 

As principais indicações são:

  • Otite média de efusão (otite média secretora, otite catarral), se caracteriza pela presença de secreção serosa ou mucosa na orelha média, sem perfuração da membrana timpânica.

Nos casos onde haja falha no tratamento clínico, quando:

  • Há diminuição da audição prejudicando o desenvolvimento da fala e linguagem;
  • Grande desconforto nas orelhas com irritabilidade importante, despertares a noite ou coceira nos ouvidos;
  • Nos que evoluem com vertigem ou instabilidade;
  • Nas complicações para a orelha média;
  • Nos casos de doença de vias aéreas superiores associadas (sinusite, adenoidite ou amigdalite);
  • Otite média aguda recorrente (de repetição) que não responde a antibióticos (3episodios em 6 meses ou 4 episódios em 12 meses);
  • Disfunção tubária em adultos, ou seja, dificuldade de arejar a orelha média através da tuba auditiva (comunicação existente entre o “nariz” e o ouvido).
 

Complicações

  • Eventos de otite com otorréia purulenta (saída de pus) através do carretel em eventos repetidos (pode ocorrer em até 10% dos casos).
  • Perfuração timpânica, que pode permanecer após a expulsão do carretel.
 

Cuidados Pós-operatório

  • Necessita proteção auricular contra a entrada de água.
  • Não aplicar qualquer medicação nos ouvidos sem o conhecimento de seu médico.

Dr. Alexandre César

- Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG em 1996.

- Especialista em Cirurgia de Cabeça a Pescoço pelo Instituto do Câncer de Minas Gerais (Hospitais Mário Penna e Luxemburgo).

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