Cirurgia do Ronco e Apnéia do Sono - Dr. Alexandre César

Cirurgia do Ronco e Apnéia do Sono

O que é o Ronco?

É um distúrbio do sono. O ruído causado pela passagem do ar através da garganta indica uma diminuição ou estreitamento desta região dificultando a respiração.

 

Roncar é normal?

Não. Quem ronca geralmente não tem um sono de boa qualidade e pode ser sinal de que o paciente sofra de apneia do sono.

 

O que é Apnéia do Sono?

A apneia/hipopnéia do sono é definida como interrupção/diminuição do fluxo aéreo (respiração), que pode levar à queda do oxigênio no sangue e a despertares durante o sono.

A apneia/hipopnéia do sono é caracterizada por eventos de pausas respiratórias ou diminuição acentuada do fluxo de ar, sendo consideradas anormais quando ultrapassam a frequência de 5 eventos por hora de sono.

A apneia pode ser um distúrbio provocado por alterações anatômicas e pela diminuição de atividade dos músculos dilatadores da faringe.

 

Quais as consequências da Apnéia?

Os eventos respiratórios (apneia/hipopnéia) do sono geralmente cursam com despertares durante o sono, porém este não chega ao nível da consciência, logo, apesar de ter passado a noite inteira “dormindo”, a pessoa desperta se sentindo cansado e sonolento, ou seja, o sono não restaurou as energias.

Os sintomas mais comuns de quem tem apneia do sono são os seguintes:

  • sono não reparador, levando a dificuldade para acordar, sonolência diurna, levando a maior possibilidade de acidentes de trânsito e no trabalho;
  • alterações da memória, concentração e raciocínio, levando a dificuldades na aprendizagem, com queda rendimento escolar e profissional;
  • alterações do humor, com irritabilidade e nervosismo;
  • alterações hormonais com consequente ganho de peso;
  • maior propensão a doenças cardiovasculares: hipertensão (pressão alta), arritmia cardíaca, infarto e acidente vascular cerebral (“derrame”).

Na suspeita de um distúrbio respiratório do sono está indicado a realização de exames complementares para o diagnóstico e definição da melhor conduta para cada paciente.

O exame das vias aéreas superiores é feito através de endoscopia nasal e faríngea, identificando assim as possíveis alterações anatômicas e a polissonografia de noite inteira define qual distúrbio o paciente apresenta (roncopatia primária, síndrome da resistência aumentada das vias aéreas superiores ou apneia do sono) e sua intensidade.

Em alguns pacientes uma avaliação quanto ao esqueleto ósseo do crânio e face também pode ser necessário (cefalometria).

Uma das formas de tratamento dos distúrbios respiratórios do sono é através de cirurgia, e vários procedimentos poderão ser indicados, de forma isolada ou associada, visando ampliar e diminuir a flacidez da faringe (garganta).

Em muitos casos estará indicado também o tratamento da obstrução nasal crônica, sendo mais comum o tratamento do desvio do septo nasal (septoplastia) e da hipertrofia (aumento) dos cornetos nasais (turbinectomia ou turbinoplastia).

 

Os procedimentos mais comuns sobre a faringe são:

Cirurgia do Ronco ou Uvulopalatofaringoplastia

É uma cirurgia indicada em casos selecionados de roncopatia primária, síndrome de resistência aumentada de vias aéreas superiores e apneia do sono. Tem como objetivo diminuir o excesso de tecidos moles que vibram na faringe (palato mole e amígdalas) e facilitar a passagem do ar. É realizada através da boca sem realizar incisões na pele.

 

Faringoplastia Lateral

É uma cirurgia indicada em casos selecionados de síndrome de apneia/hipopnéia obstrutiva do sono.

Tem como objetivo diminuir o excesso de tecidos moles que vibram na faringe (palato mole e amígdalas), bem como tratar a flacidez faríngea através de uma plástica sobre a musculatura desta região, fazendo com que estes ajam de maneira a dilatar a faringe e, assim, facilitar a passagem do ar. É realizada através da boca sem realizar incisões na pele.

 

Quais são as complicações possíveis?

  • Febre e dor – Febre pode ocorrer. Dor de garganta pode ser acentuada, exigindo analgésicos potentes, dor referida na região do ouvido ocorrem normalmente, e cedem em 10 a 20 dias.
  • Mau-hálito – É comum ocorrer, e cede entre 10e 20 dias.
  • Vômitos – Podem ocorrer algumas vezes, no dia da cirurgia, constituídos de sangue, geralmente devido ao sangue deglutido durante a cirurgia, mas sem gravidade.
  • Hemorragia – Representa o maior risco desta cirurgia, podendo ocorrer até 10 dias após a mesma, sendo mais frequente de menor gravidade e, mais raramente, em maior volume, podendo levar até a necessidade de nova cirurgia com anestesia geral e transfusão sanguínea.
  • Infecção – Pode ocorrer na região operada, causada por germes normais da faringe e, geralmente, regride sem antibióticos.
  • Voz anasalada (fanhosa) e refluxo de líquidos – Podem ocorrer nos primeiros dias ou semanas, desaparecendo espontaneamente.
  • Disfagia (dificuldade para engolir) – pode ocorrer em pacientes submetidos a Faringoplastia Lateral, geralmente de pequena intensidade e regredindo espontaneamente; eventualmente, em situações de exceção, pode ser necessário sessões de fonoaudiologia para restabelecimento adequado da deglutição.

Dr. Alexandre César

- Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG em 1996.

- Especialista em Cirurgia de Cabeça a Pescoço pelo Instituto do Câncer de Minas Gerais (Hospitais Mário Penna e Luxemburgo).

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