Septoplastia (Correção do Desvio do Septo Nasal) - Dr. Alexandre César

Septoplastia (Correção do Desvio do Septo Nasal)

O septo nasal é a parte do nariz que divide as fossas nasais em cavidade nasal direita e esquerda, esta estrutura é composta por cartilagem e osso, e deve se encontrar na linha média. Quando o septo nasal fica torto para um dos lados e faz com que o nariz fique entupido, é necessária a correção cirúrgica.

A função do nariz é purificar, aquecer e umidificar o ar inspirado, bem como servir de câmara de ressonância para o som e possibilitar o olfato. Quando o nariz está entupido há aumento de perda de energia com a respiração, com prejuízo evidente para a saúde.

Muitos pacientes, além do desvio do septo nasal, apresentação aumento do volume dos cornetos (conchas nasais) devido a rinite (alérgica ou não), que piora ainda mais o entupimento nasal. A Septoplastia frequentemente é associada a diminuição do volume dos cornetos, este procedimento também é feito por via endoscópica e denomina-se Turbinectomia ou Turbinoplastia.

Caso o desvio do septo nasal esteja associado a deformidade do dorso ou ponta nasal, pode ser necessário corrigir simultaneamente a aparência externa para melhorar o funcionamento nasal, constituindo-se assim na cirurgia denominada Rinosseptoplastia.

 

Como é realizada a cirurgia?

A Septoplastia é a cirurgia realizada para a correção de desvios do septo nasal. A cirurgia é feita por dentro do nariz (por via endoscópica nasal) por meio de fibra ótica com o auxílio de vídeo, não sendo realizado incisões externas. A cirurgia demora cerca de 30 a 60 minutos, dependendo da complexidade do desvio.

Uma tala de silicone é deixada no nariz por uma semana, quando então é retirada no consultório. Não se faz necessário o uso de tamponamento nasal, porém, excepcionalmente pode ser necessário.

 

Quais são as possíveis complicações?

Hemorragia – Nas primeiras 12 horas é comum haver algum sangramento, que cede espontaneamente. Sangramentos persistentes e volumosos são raros, mas podem exigir tamponamento, ligadura de vasos e até transfusão sanguínea.

Infecção – Raramente ocorre, sendo controlada com curativos e uso de antibióticos.

Abscesso do Septo Nasal e Hematoma – Abscesso é o acúmulo de pus e hematoma é o acúmulo de sangue na área operada. Podem ocorrer em raros casos e exigir drenagem cirúrgica.

Perfuração do Septo Nasal – É rara, e normalmente não necessita de reparo cirúrgico.

Sinéquias – Aderências cicatriciais podem ocorrer no interior do nariz. São desfeitas com curativos e raramente exigem outra intervenção cirúrgica.

Sinusite – É uma complicação pós-operatória possível, cedendo espontaneamente ou com o uso de antibióticos.

Hematoma de Face, Lábio Superior e Palato (céu da boca) – é o acúmulo de sangue na região operada, geralmente em cirurgias nasais extensas, e cede espontaneamente.

 

Cuidados pós-operatórios

O paciente geralmente recebe alta no mesmo dia da cirurgia.

Deve ser mantido repouso relativo cerca de 48 horas após a cirurgia, ocorre normalmente a saída de pequena quantidade de sangue pelo nariz e/ou garganta, sendo igualmente importante uma higienização nasal com soro fisiológico naqueles pacientes que foram submetidos a cirurgia sobre os cornetos inferiores (Turbinectomia).

O splint (tala de silicone) nasal interno é retirado do nariz no consultório, no primeiro retorno após a cirurgia, no 7º dia de pós operatório, juntamente com o primeiro curativo nasal.

Dr. Alexandre César

- Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG em 1996.

- Especialista em Cirurgia de Cabeça a Pescoço pelo Instituto do Câncer de Minas Gerais (Hospitais Mário Penna e Luxemburgo).

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